O Príncipe: breve síntese

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015



 Síntese de O Príncipe

Por Davi Pereira Alves

O presente texto se trata de um trabalho de leitura e síntese do Davi Pereira Alves, aluno do Centro de Ensino Médio 414 de Samambaia, em resposta a solicitação da disciplina de filosofia. A capacidade de leitura crítica do Davi já precedia os seus estudos em filosofia. Na condição de filósofo e professor nada mais fiz do que reconhecer a grande intelectualidade nesse aluno.
Além da riqueza cultural em que o Davi se apresenta às minhas aulas, destaco a sua preocupação procedimental de um filósofo maduro, como por exemplo, a profundidade das informações, a preocupação com a fonte das informações, a análise do sujeito do discurso, do objeto do discurso, dos efeitos do discurso e das entrelinhas inerentes a um discurso. E não poderia ser completa a sua maturidade cognitiva se ele não possuísse uma profunda consciência de sua condição cognitiva, cultural, econômica, religiosa e psicológica em fim, como sujeito do conhecimento.
O texto analisado por Davi é apresentado aqui sua íntegra, embora ele tenha delegado a mim a missão de intitulá-la e contextualizá-la filosoficamente, resolvi mantê-la em sua originalidade ensaística e manejar apenas poucos detalhes formais necessários à complementação das ideias originais. A síntese, como eu havia proposto aos meus alunos, é a capacidade pessoal de escrever as impressões da leitura deixadas na alma. Percebe-se que a minha própria apresentação ficou maior do que a síntese do Davi. Nisso prova-se que uma outra característica fantástica da sua marca intelectual é a sua objetividade e precisão.
Parafraseando O Zaratustra de Nietzsche, o melhor texto é aquele em que escrevemos impulsionados pela essência que toca o nosso intelecto e não somente aquela demandada por princípios externos ao nosso existir.
Desejo a todos uma boa leitura. Adeir.

Por Davi Pereira Alves
Aluno do 1º Ano do E.M. do CEM 414 de Samambaia-DF.

O Príncipe, livro escrito por Maquiavel em 1513, período do Renascimento, tem o intuito de abordar a Ciência Política de forma exemplificada e despreocupada de adornos. Busca descobrir e encontrar a melhor solução para as várias situações em que podem se encontrar um governo e seu governante. A quais atitudes se devem submeter para entender e solucionar as situações políticas por quais já passaram grandes líderes e governos e quais os meios para atingir o poder e a glória? Se esse não é o questionamento que Maquiavel teve, sua obra pode responder a questão.
Dentre os inúmeros casos que acontecem na política, visto que nenhum é merecedor de perfeita comparação com outro, o autor não teme em sintetizar e classifica-los. Diante do seu inegável conhecimento sobre esses casos, a ideia principal do livro, o que também se torna marcante sobre o autor, é dar a solução definitiva para as situações em que podem se encontrar os governos (principados, como ele se refere).
Um Estado tendo suas características e pretensões, é fundamental que seu líder saiba como bem agir e reagir. Virtude essa que o autor demonstra julgar essencial para bem governar e que diz pretender agregar àquele o qual destina sua obra. 
Gênio da Ciência Política com sua obra reconhecidamente clássica, Maquiavel também entende a importância da figura de liderança. Assume sua figura de entendedor da política de seu tempo e de tempos passados ao criar a sua magnum opus atemporal, "O Príncipe", o qual não se faz necessário em nada ser acrescido e talvez não se deva.

Machiaveli (Maquiavel), Niccoló (Nicolau). O Príncipe. Tradução: Roberto Grassi. BestBolso: Rio de Janeiro, 2014. (500 anos da publicação original)

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