(LF-2015) QUESTÕES - DEBATE SOC/FIL

quarta-feira, 24 de junho de 2015

 Questões raciais na escola: construindo um espaço genuinamente democrático e igualitário.

Imagem do Ceert.

À luz de uma discussão promovida no campus da Estrutural do Instituto Federal de Brasília-IFB, no dia 18 de junho do presente ano impetrou-se algumas questões que gravitam em torno da escola. O objetivo da discussão se deu em torno dos problemas existenciais envolvendo as minorias sociais, sobretudo, pessoas negras no âmbito escolar.

A fim de proporcionar ao público docente, discente e em geral uma via de reflexão, este questionário delineará alguns pontos fortes como propulsão discursal. A priori, sugere-se que fique a cargo do mediador do seminário ou do debate o fundamento teórico do assunto. Para tal, sugerimos o capítulo 12 do livro didático de filosofia de autoria de Marilena Chauí (Iniciação à Filosofia, 2015). O assunto do capítulo 12 trata com muita profundidade os problemas relacionados à verdade, tais como: dogmas, opiniões e crenças.

O objetivo desse seminário e ou debate é questionar a escola (educandos e educadores) sobre o seu papel interventivo nos assuntos raciais.
Espera-se que o discurso acerca da temática ultrapasse a formalidade da unilateralidade habitual do nosso modo de ensino. E que dessa maneira realize o diálogo sobre o assunto, promova a igualdade racial no espaço democrático, amplie as ferramentas de denúncia contra o racismo e proporcione um ambiente de diálogo.


Vamos discutir:
1. Defina e conceitue igualdade racial à luz da Lei 12.288, de 20 de julho de 2010. Estatuto da Igualdade Racial.

2. A escola sempre foi vista pela sociedade como um grande paradoxo: local privilegiado de aprendizado, mas também como local de descaso. Em que sentido a escola promove a igualdade racial? Em que momento a igualdade racial é pauta para a discussão? Em que sentido a prática da igualdade racial é vivenciada pelos alunos e pela escola?

3. De um modo geral, a religião contribui para que a comunidade escolar (pais, responsáveis, professores e alunos) engajem com mais profundidade em suas pautas educacionais, profissionais e sociais. Desse modo, a crença e a confissão religiosa são valores e condutas que, habitualmente, são expressadas em público. Mas, qual crença ou qual religião tem aceitabilidade no âmbito escolar? O que pensamos e sentimos quando falamos da Umbanda e do Candomblé?

4. A escola é uma amostra da nosso sociedade ou ela está apartada da problemática etnico-racial? A cultura, a arte e a religiosidade afrodescendente e afrobrasileira estão presentes e representadas na escola assim como as declaradas representatividades de grupos religiosos?

5. A Lei 10.639 Lei que versa sobre o ensino de história africana e a Lei 9.394 Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional determinam, de modo geral, o apoio dos movimentos sociais de causa racial, e de forma indireta das políticas públicas específicas e da sociedade em geral à escola para a inserção da questão racial na agenda escolar. Sabemos que estas determinações e orientações ficaram relegadas quase que exclusivamente à Semana da Consciência Negra. O que poderia ser feito a respeito para a efetivação da igualdade racial, da politização sobre os direitos, dos saberes, da história africana e afrobrasilleira, da religiosidade afro, da arte e da cultura na escola?


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