Objetivo e método da Antropologia

segunda-feira, 11 de maio de 2015


Objetivo e método da Antropologia
Ø  Os antropólogos estudam pessoas – como elas vivem e como se inserem em determinado contexto;
Ø  Antropologia estuda:
- o ser humano sob diferentes pontos de vista: biológico, cultural e social;
- estuda as diferenças culturais entre sociedades;
- busca generalizações sobre a cultura e a natureza humana;
Ø  A antropologia é o estudo sistemático do outro – se interessa, sobretudo, pelos grupos que se distanciam do padrão dominante;
O evolucionismo – inglês – Charles Darwin
Ø  A antropologia surgiu e se desenvolveu com as transformações ocidentais – viagens de descobertas, expansão colonial europeia e desenvolvimento das ciências naturais. O evolucionismo está relacionado com a ideia de progresso. Os primeiros antropólogos buscavam construir os estágios de evolução social e cultural.
Ø  O antropólogo Morgan – cita 3 estágios por que todos os grupos humanos passariam: selvagem, barbárie e civilização. Para ele aqueles povos que não viviam tal como os povos europeus seriam “atrasados”, resquícios do passado e que em algum momento passariam à “civilização”.
  O culturalismo norte-americano
v  As preocupações evolucionistas quase que desapareceram dos estudos antropológicos contemporâneos.  A crítica do evolucionismo está na origem de várias escolas antropológicas, tais como: o culturalismo, o funcionalismo e o estruturalismo.
v  O culturalismo – examina a influencia da cultura, ou de uma cultura específica, sobre os indivíduos. Assim não se concebe mais um caminho único para todas as sociedades, mas uma diversidade cultural que precisa ser observada.
v  Frans Boas – defensor do relativismo cultural – afirma que: “a civilização não é algo de absoluto, ela é relativa e nossas ideias e concepções só são verdadeiras nos limites de nossa própria civilização”.
v  Ruth Benedict – assistente de Boas – desenvolveu o relativismo cultural. Afirmando que a natureza humana é plástica e maleável, o que significa que os seres humanos se adaptam ás condições de vida impostas pelo meio em que vivem. Assim, cada cultura traz contribuições específicas aos problemas enfrentados pelos diferentes povos em seu dia a dia. Cada cultura é única, e não faz sentido que seja julgada pelos padrões de uma sociedade estrangeira.
v  Margaret Mead – aluna de Boas e Ruth – introduziu temas novos, como a socialização das crianças, a sexualidade e as diferenças entre homens e mulheres, e chama a atenção para imagens produzidas pela fotografia e pelo cinema. Ela cita que um mesmo acontecimento é interpretado de maneira diferente quando relaciona indivíduos que pertencem a culturas muito distantes. Pode-se considerar que o encontro entre duas culturas resulta em um afrontamento entre dois sistemas simbólicos.
v  Clifford Geertz – é preciso ler as culturas como se elas fossem um texto com base no qual todos os significados pudessem ser extraídos. As culturas seriam concebidas por seus integrantes como um todo coeso cujo o conteúdo pudesse ser entendido por quem estivesse disposto a fazer o esforço necessário de desvendar sua linguagem peculiar.

O funcionalismo britânico
Ø  Resposta diferente ao evolucionismo foi a abordagem que ficou conhecida pelo nome de funcionalismo – pesquisadores passaram a defender a importância de coletar materiais empíricos cada vez mais volumosos e a afirmar a necessidade de realizar suas próprias observações.
Ø  Eles pretendiam estudar a sociedade tal qual elas se revelam a um observador e não como sobrevivências do passado.
Ø  Para os funcionalistas, as sociedades devem ser consideradas como um todo integrado no qual cada instituição desempenha uma função fundamental para a continuidade da vida social;
Ø  As instituições sociais não podem ser concebidas de maneira, e sim, relacionadas umas com as outras – como se fossem órgãos de um mesmo corpo.
Ø  Os funcionalistas querem saber como funciona determinada instituição, qual é seu lugar e seu papel no conjunto social, e como ela se relaciona com as outras instituições.
Ø  O antropólogo Bronislaw Malinowski – pratica a abordagem funcionalista como um método de investigação que faz a pesquisa de campo utilizando a observação participante – onde o pesquisador “se torna um nativo” – convivendo durante um período longo no interior da sociedade pesquisada.
Ø  Radcliffe-Brown – foi o primeiro teórico do funcionalismo, se interessava pela rede de interações sociais que unem os indivíduos e que ele chamava de estrutura social. Para ele, o elemento essencial, não é a cultura nem as instituições sociais, mas a relação que pode ser estabelecida entre elas. As relações mantêm certa permanência no espaço e no tempo, ou seja, elas não são acidentes nem ocasionais.
Ø  Florestan Fernandes – antropólogo brasileiro utilizou a abordagem funcionalista para entender o canibalismo praticado entre os Tupinambás. Pratica que chocava tanto os viajantes e exploradores que deixavam relatos sobre o Brasil. Florestam ressalta que não é porque eram bárbaros e cruéis que eles praticavam o canibalismo, mas porque a guerra tinha um papel decisivo para manutenção da sociedade tupinambá – a guerra tinha um papel social. Por exemplo, ao comer um inimigo adquiria suas qualidades guerreiras e sua coragem.

O estruturalismo
v  Esta corrente está intimamente ligada ao francês Claude Lévi-Strauss – que foi professor na USP enquanto viveu no Brasil. Ele rejeitava claramente o funcionalismo ressalta que dizer que tudo numa sociedade funciona é um absurdo.
v  Seu objetivo era descobrir verdades fundamentais sobre a natureza humana e desenvolveu uma abordagem que busca identificar a estrutura escondida por trás das práticas culturais.
v  Lévi-Strauss se inspirou nas ciências da natureza: em vez de acumular dados empíricos, propôs a identificação e a seleção dos elementos mais significativos em culturas diversas, assim é possível, por meio de algumas verificações, formular leis válidas para todas as sociedades humanas.
v  Seus materiais de pesquisas eram: a linguagem, as relações de parentescos, os mitos, as práticas culinárias, a moda e os contos de fadas, etecetera.

Bom estudo – Prof.: Alberto Ribeiro



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